BRFS3
BRF SA ON

Ativo em tendência de baixa no gráfico Semanal e diário. Suporte em R$ 25,72 e resistência em R$ 35,14.

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Final de ano... hora de ir às compras de Natal

Raio-X

A BRF é uma das maiores companhias de alimentos do mundo, com mais de 30 marcas em seu portfólio, entre elas, Sadia, Perdigão, Qualy, Paty, Dánica, Bocatti e Confidence. Seus produtos são comercializados em mais de 150 países, nos cinco continentes. A BRF possui mais de 105 mil funcionários e mantém 54 fábricas em sete países: Argentina, Brasil, Emirados Árabes Unidos, Holanda, Malásia, Reino Unido e Tailândia. Cerca de 55% das receitas da BRF são advindas do mercado externo. 

CATALISADORES

  • Melhora na atividade local. Vimos no último trimestre uma recuperação sequencial dos volumes vendidos no Brasil, o que deverá continuar ocorrendo nos proximos trimestres. A cia também apresentou recuperação de market share, sobretudo nos mercados de pratos prontos, margarinas e embutidos. Lembramos que cerca de 45% das receitas da BRF são advindas do Brasil.
  • Melhora Econômica externa. Os principais mercados de atuação da Brasil Foods vem dando sinais de recuperação, com destaque para o africano. Esperamos que a tendencia positiva continue ao longo dos proximos trimestres.
  • Recuperação de margens. Com custos controlados e com a expansão de volumes esperada, acreditamos que a companhia continuará apresentando evolução de margens operacionais nos proximos trimestres.

RISCOS

  • Percepção de risco. Ficou público o descontentamento dos principais acionistas com os recentes resultados da empresa, com isso, alguns deles podem sinalizar a redução de suas posições, trazendo pressão de venda no curto prazo.
  • Preços de commodities e incertezas para os custos. Temos um cenário base benigno para o comportamento de preços de insumos, contudo, lembramos que incertezas em relaçao ao preço futuro dos grãos poderá trazer volatilidade para as ações BRFS3 em bolsa.
  • Excecução. A companhia está passando por um momento de transição de alguns de seus principais executivos, dentre eles o diretor-presidente. Não vemos grande preocupação, tendo em vista a proximidade à cia e o curriculo do executivo. Mas fica a incerteza em relação aos próximos passos.

Texto/ Visão:

Resultados recentes

Os resultados do 3T17 trouxeram a leitura de que o pior pode ter ficado para tras. Após o primeiro trimestre do ano bastante decepcionante, com a destruiçõa de R$ 725 milhões de caixa, a cia voltou a gerar cerca de R$ 436 milhões neste último trimestre. A margem EBITDA saiu do patamar de 10% em 2016 e passou para o patamar acima de 12%, fruto da melhora operacional em todos os mercados de atuação. Maior alavancagem operacional e redução do custeio com grãos foram fatores importantes para trazer a expansão de margens. A geração operacional de caixa acima de R$ 1 bilhão/ trimestre veio para ficar, portanto, expectativa de EBITDA consolidado para 2018 próxima de R$ 4,5 bi á bastante conservadora.

 

Melhorra do mercado e do risco ainda não está no preço

Tanto a cia como o setor passaram por alguns momentos bastante difíceis, impactados tanto pela recessão econômica local, como por alguns pontos delicados, como por exemplo quando ocorreu a operação “carne fraca”, trazendo investigações e algumas dúvidas para o setor. As ações em bolsa, inclusive, estão sendo negociadas no mesmo patamar quando do ocorrido, quando havia um pico de stress no setor, sendo mais uma sinalização de desconto exagerado.

 

Pressão no curto prazo = oportunidade para o longo prazo

Sabemos que alguns (grandes) acionistas estão insatisfeitos com a atual gestão e/ou com os recentes resultados da cia. Um deles é o Fundo Soberano de Cingapura (GIC) que detinha cerca de 6,4% da cia e no começo de dezembro passou para 4,99%, sinalizando redução da posição. De um lado temos uma pressão vendedora que não temos controle por quanto tempo irá durar. Por outro lado, os sólidos fundamentos podem se traduzir em oportunidade de compra para investidores de longo prazo.

 

Ano novo, CEO novo.

Já foi anunciado ao mercado a entrada de Jose Aurelio Drummond Jr como CEO da Brasil Foods a partir do começo de 2018. Duas dúvidas continuam pendentes: (i) o jogo de forças entre os principais acionistas da cia e (ii) o que de fato o novo executivo poderá fazer e ser implementado com rapidez. Vamos dar o benefício da dúvida, já que o curriculo é bom. 

 

Avaliação e recomendação

Acreditamos que temos neste momento diversos argumentos para sustentar nossa recomendação de compra para os ativos da BRF em bolsa. Considerando projeções proximas de R$ 5 bilhões de EBITDA para 2018, o papel está sendo negociado com 30% de desconto em relação à média histórica, reforçando a sinalização de desconto. Com a combinação de custos controlados, expansão de receitas, alavancagem operacional e “muitos desafios” para o novo CEO, acreditamos que seja um bom momento para aumentar a exposição em BRFS3.

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