Logo BRFS3

BRFS3

BRF SA ON

Ação BRFS3 em tendência de baixa nos gráficos semanal e diário. 

Já conferiu a minha sala de análises na Clear? Venha acompanhar o mercado ao vivo comigo! Para criar seu cadastro gratuitamente, basta clicar aqui.

 

Final de ano... hora de ir às compras de Natal

RAIO-X

A BRF é uma das maiores companhias de alimentos do mundo, com mais de 30 marcas em seu portfólio, entre elas, Sadia, Perdigão, Qualy, Paty, Dánica, Bocatti e Confidence.

Seus produtos são comercializados em mais de 150 países, nos cinco continentes. A BRF possui mais de 105 mil funcionários e mantém 54 fábricas em sete países: Argentina, Brasil, Emirados Árabes Unidos, Holanda, Malásia, Reino Unido e Tailândia. Cerca de 55% das receitas da BRF são decorrentes do mercado externo. 

CATALISADORES

  • Melhora na atividade local. Vimos no último trimestre uma recuperação sequencial dos volumes vendidos no Brasil, o que deverá continuar ocorrendo nos próximos trimestres. A BRF também apresentou uma recuperação de market share, sobretudo nos mercados de pratos prontos, margarinas e embutidos. Lembrando que, cerca de 45% das receitas da BRF, são advindas do Brasil.
  • Melhora Econômica externa. Os principais mercados de atuação da Brasil Foods vêm dando sinais de recuperação, com destaque para o africano. Esperamos que a tendência positiva continue ao longo dos próximos trimestres.
  • Recuperação de margens. Com custos controlados e com a expansão de volumes esperada, acreditamos que a companhia continuará apresentando evolução de margens operacionais nos próximos trimestres.

RISCOS

  • Percepção de risco. Ficou público o descontentamento dos principais acionistas da BRF com os recentes resultados da empresa. Por isso, alguns deles podem sinalizar a redução de suas posições, trazendo pressão de venda no curto prazo.
  • Preços das commodities e incertezas para os custos. Temos um cenário base benigno para o comportamento de preços de insumos, contudo, lembramos que incertezas em relação ao preço futuro dos grãos poderá trazer volatilidade para as ações BRFS3 em Bolsa.
  • Excecução. A companhia está passando por um momento de transição de alguns de seus principais executivos, dentre eles o diretor-presidente. Não vemos grande preocupação, tendo em vista a proximidade à companhia e o currículo do executivo. Mas fica a incerteza em relação aos próximos passos.

TEXTO/VISÃO:

Resultados recentes

Os resultados do 3T17 trouxeram a leitura de que o pior pode ter ficado para trás. Após a decepção do primeiro trimestre do ano, com a destruição de R$ 725 milhões de caixa, a BRF voltou a gerar cerca de R$ 436 milhões neste último trimestre.

A margem EBITDA saiu do patamar de 10% em 2016 e subiu para 12%, fruto da melhora operacional em todos os mercados de atuação. Maior alavancagem operacional e redução do custeio com grãos foram fatores importantes para trazer a expansão de margens.

A geração operacional de caixa acima de R$ 1 bilhão/trimestre veio para ficar, portanto, a expectativa de EBITDA consolidado para 2018 próxima de R$ 4,5 bi é bastante conservadora.

Melhora do mercado e do risco ainda não está no preço

A BRF e o setor passaram por alguns momentos bem difíceis, impactados tanto pela recessão econômica local, como por alguns pontos delicados como, por exemplo, quando ocorreu a operação “carne fraca”, trazendo investigações e algumas dúvidas para o setor.

Inclusive, as ações BRFS3 em Bolsa estão sendo negociadas no mesmo patamar de quando havia um pico de stress no setor, sendo  mais uma sinalização de desconto exagerado.

Pressão no curto prazo = oportunidade para o longo prazo

Sabemos que alguns (grandes) acionistas estão insatisfeitos com a atual gestão e/ou com os recentes resultados da BRF. Um deles é o Fundo Soberano de Cingapura (GIC), que detinha cerca de 6,4% da companhia e no começo de dezembro passou para 4,99%, sinalizando redução da posição.

Por um lado temos uma pressão vendedora que não sabemos por quanto tempo irá durar. Já por outro lado, os sólidos fundamentos podem refletir em uma oportunidade de compra para investidores de longo prazo.

 Ano novo, CEO novo

Já foi anunciado ao mercado a entrada de José Aurelio Drummond Jr como CEO da Brasil Foods, a partir do começo de 2018.

Duas dúvidas continuam pendentes: como será o jogo de forças entre os principais acionistas da companhia e o que, de fato, o novo executivo poderá fazer e implementar com rapidez. Vamos dar o benefício da dúvida, já que o currículo dele é bom. 

 Avaliação e recomendação

Acreditamos que neste momento temos diversos argumentos para sustentar nossa recomendação de compra para os ativos da BRF em Bolsa. Considerando projeções próximas de R$ 5 bilhões de EBITDA para 2018, a  BRFS3 está sendo negociada com 30% de desconto em relação à média histórica, reforçando a sinalização de desconto.

Com a combinação de custos controlados, expansão de receitas, alavancagem operacional e “muitos desafios” para o novo CEO, acreditamos que seja um bom momento para aumentar a exposição em BRFS3.

Close

Tenha acessso à análise completa da BRFS3 e de outras das principais ações da Bolsa

Obrigado! Aproveite seu acesso sem interrupções a todas as análises.