PETR4
PETROBRAS PN

PETR4 – No gráfico semanal, a PETR4 ainda está com muito potencial e viés de alta. A recomendação é aguardar um sinal de compra mais claro para a entrada. 

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Resultados refinados

Raio-X

A Petrobras é uma sociedade anônima de capital aberto, que atua de forma integrada e especializada na indústria de óleo, gás natural e energia. A companhia está presente nos segmentos de exploração e produção, refino, comercialização, transporte, petroquímica, distribuição de derivados, gás natural, energia elétrica, gás-química e biocombustíveis.

CATALISADORES

  • Gestão focada em rentabilidade. Tanto os resultados anteriores, como os próximos, deverão continuar impulsionando as ações em bolsa.
  • Preço do petróleo. Não acreditamos em fortes altas no preço do petróleo no mercado internacional, mas em nosso cenário base o ciclo é positivo, ou seja, favorável às operações da companhia.
  • Venda de ativos, desalavancagem e cessão onerosa. O processo de venda de ativos deve continuar nos próximos trimestres, trazendo menor percepção de risco em relação à alavancagem. As discussões sobre a cessão onerosa não estão incorporadas nos preços, sendo potencial adicional para as ações em bolsa.

RISCOS

  • Preço do petróleo. As ações da Petrobras devem aumentar sua correlação com as variações do preço do petróleo no mercado internacional. A permanência do petróleo, próximo dos US$ 60/barril, pode impedir que a ação apresente altas consistentes em bolsa.
  • Ingerência política. Questões de governança e transparência caminham para uma evolução, mas possíveis mudanças de governo, sobretudo em 2018, podem trazer incertezas e volatilidade para o papel.
  • Processos. A companhia ainda carrega passivos relevantes, mas tem conseguido resolver alguns deles. Esses montantes são de difícil mensuração, podendo impactar de forma relevante o resultado em determinado trimestre.

Texto/ Visão:

Priorizando a geração de caixa (e geração de valor para o acionista), a Petrobras apresentou, pelo décimo trimestre consecutivo, um fluxo de caixa livre positivo. Nos 9M17, a companhia gerou mais de R$ 37,4 bilhões em caixa, ficando 26% maior em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse movimento deve continuar consistente nos próximos trimestres. Se olharmos para o lucro líquido, a melhora na gestão fica ainda mais perceptível: passando de um prejuízo de R$ 17,3 bilhões nos 9M16 para R$ 5,0 bilhões de lucro, nos 9M17. No business plan, para o período de 2018 a 2022, foi reforçado o compromisso com menos endividamento, capex controlado e foco em E&P (exploração e produção). Tivemos outras novidades positivas, como o aumento na expectativa de produção, menores despesas financeiras e continuidade da desalavancagem além de 2018.

Menos alavancagem = menor percepção de risco

A Petrobras possui diversos ativos que podem ser vendidos para reduzir sua alavancagem. No ano passado, o mercado ficou ansioso com o IPO da BR distribuidora, demorando um pouco para ocorrer. Já em 2018, dentre os principais ativos à venda, está a participação na Braskem, que poderá render cerca de R$ 2,3 bilhões para a companhia, um montante que representa mais de 10% dos vencimentos de curto prazo. O receio que o mercado tinha, há alguns anos, da possibilidade e/ou necessidade da empresa fazer um aumento de capital, está cada vez mais distante. Em nossa opinião, a chance desse evento ocorrer nos próximos dois anos tende a zero. A alavancagem vem caindo, devendo ficar abaixo de 3x já nos próximos trimestres. Acreditamos que a companhia tenha grande probabilidade de chegar no índice de 2,5x  de dívida líquida/EBITDA no final deste ano.

Cessão onerosa: potencial adicional para as ações

Em resumo, pelo contrato da cessão onerosa assinado em 2010, a Petrobras ganhou o direito de explorar áreas do pré-sal em troca do aumento de participação. O acordo já previa uma renegociação dos valores envolvidos depois da declaração de comercialidade das áreas. Segundos os executivos da Petrobras, a companhia avalia ser credora em uma renegociação do contrato com a União. Estima-se que este valor poderia flutuar entre US$ 2 bilhões até US$ 10 bilhões (dados não oficiais), portanto, o impacto poderia ser da ordem de  de 11% em relação ao valor de mercado da Petrobras.

Avaliação e recomendação

A lição de casa está sendo feita! Daqui pra frente, os resultados devem vir consistentemente melhores nos próximos trimestres. Como consideramos um ciclo de preços de petróleo positivo (mesmo que não seja muito forte), as ações devem continuar em tendência de alta, refletindo esta junção de melhora dos indicadores operacionais com perspectivas positivas. Olhando para as projeções, temos uma ação sendo negociada abaixo de 11x lucro para 2018, em um patamar bem inferior à média da bolsa local e também bastante descontada em relação à seus pares internacionais, que são negociados, em média, acima de 15x. Por fim, vemos um satisfatório potencial de valorização para as ações em bolsa e recomendamos exposição para investidores com perfis de longo prazo.

 

 

 

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